quarta-feira, 24 de junho de 2020

2020 - Ano de Pai Xangô


Sabemos que, neste ano de 2020, estamos sob a regência de Pai Xangô e, como todo mundo está vendo, Ele não está "de brincadeira", colocando seus machados e sua balança da justiça pra funcionar.
Desde o fim do ano passado, vivemos uma severa crise por causa do COVID-19, cuja normalização ainda está um pouco longe (considerando hoje quando escrevo).
Agora surgiu uma nuvem de gafanhotos de proporções continentais na região sul da América do Sul. Arrasou as plantações de milho do Paraguai, que já sofre demais por ser um país pobre. Os gafanhotos estão na Argentina e em direção ao Uruguai, pertinho do Brasil. 
O que posso pensar sobre isso tudo é que o ser humano se comporta como se fosse um vírus mortal, um micróbio, um verme,  que devasta, corrói e destrói o próprio Planeta, sua Casa. São grupos de bilionários, grupos empresariais, políticos e até mesmo as baixas classes, corroendo tudo que podem, matando o semelhante, explorando a mão de obra, extorquindo tudo até o limite máximo que alcançam, apenas para conseguir LUCRO (riqueza, dinheiro, ouro, luxo, capital). E lucro NÃO DISTRIBUÍDO, bem diferente do que chamamos de PROSPERIDADE. Precisamos de tudo isso? Ser tão filhos da puta? Reflitam.
1/3 do mundo morre de fome e não tem nem privada pra cagar!!! Outro 1/3 não vive, sobrevive com seus míseros salários que mal podem dar uma estrutura educacional, de saúde e de investimento para seus filhos, tudo porque vivem só para trabalhar, não a si mesmos, mas para enriquecer mais ainda os banqueiros, os políticos malditos e os grandes grupos econômicos mundiais.
Saibam que a produção mundial de alimentos pode dar comida suficiente para alimentar o mundo todo e com SOBRAS!!! Sim, 8 BILHÕES de pessoas poderiam ter fartura de comida, baseado na produção de hoje em dia.
Sem estrutura social, educação, saúde, saneamento, formação profissional, investimento científico e políticas de inserção social, NUNCA o Brasil e a maior parte do mundo chegará a lugar nenhum.
Vivemos num planeta doente, que está de saco cheio e sofrendo, tentando como pode manter-se firme e sobreviver.

Não se investe em Educação!
Não se investe no ser humano!
Não se pensa no futuro!

Tudo é ser o melhor, é ter aparência bonita e comprar tudo, um consumismo de proporções alarmantes! Muitas vezes pra pessoa esnobar, se mostrar, pra se sentir superior, ou esfregar na cara do outro sua própria prepotência.
Tudo pela febre do ouro, do dinheiro, da riqueza e da corrida desenfreada em que parece que nunca se tem o lucro desejado, nunca se satisfaz.
Ganância, prepotência, arrogância, ignorância, preconceito, genocídio, guerra, corrupção... Tudo pra sugar o máximo de dinheiro e luxúria que se pode, como se isso fosse o único propósito da existência nesta Terra.
Destruição da Natureza!
Destruição do Planeta!
Aquecimento Global!
Etc, etc...
Pior que essa rudeza, essa arrogância, essa luxúria e essa corrida desgraçada, não só pelos poderosos, atinge também a população mundial de um modo geral, inclusive os pobres, alimentados com a ilusão.
Sim, o ser humano é culpado, pois nunca aprende a deixar de ser ganancioso e lutar por um mundo mais justo.
Culpa do ser humano!!! Não de um suposto "demônio tentador" como certos ignorantes apregoam por aí.
Como se não bastasse, assistimos de braços abertos uma guerra sem sentido na Síria, uma África morrendo de fome, uma América Latina corrupta, uma China e Índia quase em guerra e um planeta inteiro caído na ignorância.
Não busque o dinheiro pelo dinheiro, porém, busque sim a riqueza, para que possam ter ESTRUTURA FINANCEIRA em que permita a dar educação aos seu filhos, "cobertor ao necessitado", caridade ao próximo e geração de riqueza para toda sua coletividade.
Bom, desculpem-me o desabafo, mas preciso fazer algo, como ser humano. E o que posso fazer é concientizar as pessoas do meu lado, intrui-las no limite que posso...
Por isso, busquem a cada ato, a cada gesto, a cada momento, a cada oportunidade, pregar e agir com GENTILEZA!
Não ache que é melhor que ninguém apenas porque tem um carro novo, um relógio de marca, dinheiro sobrando... Não seja mesquinho, não seja avarento.
Seja criativo e invista na sua família, desenvolva habilidades com suas posses em que cada pessoa do seu lado se espelhe nos seus atos e possam também crescer.
Dê bom dia, boa noite, um cumprimento ao outro desejando DE VERDADE que seja um bom dia, uma boa noite, um cumprimento em que está valorizando de verdade ao próximo. Não apenas sendo formal e agindo de forma mecânica pra apenas poder dizer que "tem educação". 
Veja Deus no próximo!!!
Vamos pensar no nosso mundo, no nosso planeta, pois tudo que plantarmos, colheremos. Estamos recebendo o retorno da Natureza, por toda nossa ignorância, má vontade, egoísmo e luxúria.
Pai Xangô é isso: Quem deve paga, quem merece recebe!
Ensinem seus filhos a amar, sem ser vítima da sociedade. Seja humano, caridoso! Seja JUSTO! Haja com COMPAIXÃO.
Não minta, não engane, não enrole o outro, não seja falso, não traia, não seja filho da puta, apenas porque acha que vai levar alguma vantagem nisso.  Ensine sobre Deus, sem essa castração, ignorância, preconceito e intolerância que certas religiões impõem a um povo ignorante e carente. Quem sabe na próxima geração, nossos filhos e netos sejam melhores do que somos hoje.
Gentileza gera gentileza!!!
Obrigado! Que Oxalá abençoe a todos!!!
E, assim, a macumba continua.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Umbanda, uma religião só para médiuns?

Hoje, prezados leitores, trataremos sobre um novo tema: o que é ser umbandista? Será que a Umbanda surgiu apenas para as pessoas que precisam desenvolver a mediunidade e praticar a caridade? Ou é uma opção religiosa para todos, médiuns e leigos - pessoas que frequentam, os consulentes, que por diversas razões não adentram numa Casa, não "vestem o branco".
Primeiramente, precisamos entender que a Umbanda é uma religião "nova", tem pouco mais de 100 anos (baseando-se a partir da sua 'oficialização' por Zélio de Morais) e ainda não se desenvolveu plenamente na matéria. Ainda não se estabeleceu de forma respeitosa na sociedade, de forma que possa ser entendida como opção religiosa de culto a Deus, não tachada de culto demoníaco ou prática de "baixo espiritismo", magia negra. Tal fato, a 'demonizacão', é compartilhado também por outras religiões Afro-brasileiras, infelizmente.
Religiões como Islamismo ou o próprio Cristianismo sofreram também de preconceito e repugna durante muito tempo após suas fundações, até que se estabeleceram e se tornaram "o correto" nas suas determinadas terras. Não pensem, os caros leitores, que a Igreja Cristã no começo foi recebida de braços abertos pela população do Império Romano, muito pelo contrário, foi perseguida. Foram após dois, (talvez) três séculos após Jesus que a religião passou a ser predominante, aceita e sedimentar uma grande estrutura teológica. 
A religião cristã foi vista como demoníaca, ignorante e depreciativa para as pessoas. Muitos dos nossos irmãos cristãos sabem que a Igreja foi perseguida no começo, mas enchergam isso de forma fantasiosa e fora do contexto da época (salvo os que estudam mais a fundo, claro), acreditando que era "obra do demônio contra a verdade de Cristo". Não era bem isso, pois a religião predominante, a Romana (pagã) era socialmente aceita como 'verdade' e os seus fiéis apenas queriam defender o 'certo' frente a uma nova religião que 'pregava o mau'. Parece estranho, eu entendo, mas são fatos, assim foi. O mesmo sofremos nós umbandistas com os ataques contra nossa fé por parte, principalmente, de grupos cristãos, que se dizem os "donos da verdade", que devem destruir a "obra de Satã" (pra eles a Umbanda e as outras religiões Afro-brasileiras).
Bem, compreendida a abordagem, o relativismo religioso, voltemos ao nosso tema propriamente. Pensemos: só é católico aquele que se dedica à vida dentro da instituição Igreja como padre, bispo, freira, etc? Só é evangélico aquele que se torna pastor, presbítero, etc? Claro que não! Cristãos são todos aqueles que seguem o Cristianismo, sejam sacerdotes ou leigos.
O mesmo vale ao fiel da Umbanda.
Ser umbandista é ser seguidor da Umbanda! Não importa se é sacerdote, médium, tabaqueiros ou apenas um leigo. O que diferencia é apenas a opção em "vestir o branco". Isso significa que muitos fiéis optam por entrar a uma Casa e desenvolver suas faculdades mediúnicas, chegando alguns ao Sacerdócio.
Portanto, meus caros, toda aquela gente que vai ao terreiro, que canta, toma seu passe, faz o tratamento espiritual ensinado pelos Guias, é tão umbandista quanto aquela gente que "veste o branco" e trabalha numa Casa. Deixemos o preconceito ao desuso, ao sumiço e assumamos nossa identidade religiosa. É comum muita gente frequentadora da Umbanda se definir como católica, esotérica, espírita e não como umbandista. Tenhamos orgulho da Umbanda, pois é uma religião tão importante quanto qualquer outra, nem melhor nem pior, apenas do seu jeito, agregando almas e ensinando o trajeto rumo a Deus. 
Creio que devemos ter orgulho de ser umbandista, pois é uma religião bela, esplêndida e de uma riqueza quase inesgotável à nossa disposição.
Abordarei, em texto vindouro, o que é praticar Umbanda, como verdadeiro umbandista e temente a Deus.
Que Deus e nosso Pai Oxalá abençoem a todos!!! Muito obrigado!
E, assim, a macumba continua...


















domingo, 14 de junho de 2020

Cores de velas dos Orixás na Umbanda

Bem vindos, caros leitores!
Trataremos, neste texto, das cores simbólicas mais utilizadas para cada Orixá no uso das suas respectivas velas. Vale destacar que, na ausência de qualquer uma delas, utilizamos a vela de cor branca.

       Orixás
  • Oxalá - branco 
  • Yemanjá - azul claro 
  • Oxum - amarelo, rosa
  • Ibeji - 1/2 rosa e 1/2 azul claro
  • Oxumarê - todas, azul celeste
  • Oxóssi - verde
  • Ogum - vermelho, azul marinho
  • Obá - vermelho, magenta 
  • Xangô - marrom, vermelho
  • Iansã - amarelo, laranja
  • Omolu - 1/2 branca e 1/2 preta
  • Nanã - violeta, lilás

Deixarei aqui, também, as cores utilizadas pelas Entidades/Guias.

      Linhas de Trabalho
  • Caboclos - verde
  • Pretos-Velhos - 1/2 branco e 1/2 preto
  • Erês - 1/2 rosa e 1/2 azul claro
  • Baianos - amarelo, laranja 
  • Boiadeiros - 1/2 laranja e 1/2 preto, amarelo, 1/2 amarelo e 1/2 preto,  laranja, marrom
  • Marinheiros - azul claro
  • Ciganos - vermelho, amarelo, laranja, dourado, azul marinho
  • Exu - preto, 1/2 preto e 1/2 vermelho
  • Pombagira - vermelho, 1/2 preto e 1/2 vermelho
  • Mirins - 1/2 preto e 1/2 vermelho

Gostaria de informar que essas são as cores mais destacadas e vibrantes para as práticas de trabalho, porém diversas outras velas podem ser utilizadas, especificamente, conforme as determinações das próprias entidades. Portanto, não dá pra colocar todas as combinações, senão perdemos o foco deste esboço. Para que possamos entender essas peculiaridades, devemos entender que, normalmente, uma entidade costuma se utilizar de sua cor simbólica e depois de cores secundárias ou mais. Por exemplo, é costume um Caboclo de Ogum utilizar velas 1/2 verde e 1/2 vermelha, Caboclo de Iansã pedir velas verde e amarelo, assim sucessivamente.
Muito obrigado! Axé! Que Oxalá abençoe!
E, assim, a macumba continua...





"Este Orixá é da Umbanda?"

Prezados leitores, trago hoje um assunto pra lá de controverso no seio religioso umbandista, que se trata de: 'quais Orixás a Umbanda cultua?'. Muitos se deparam com essa dúvida. Por isso, tentarei, através deste texto, trazer uma breve explicação e uma forma de pensar a respeito, condizente aos fundamentos doutrinários e teológicos do Axé Ventania.
Não estou afirmando que essa forma de pensar seja "a verdade", pois devemos respeitar outras interpretações. Porém, desde que estas outras formas tenham BOM SENSO, LÓGICA e RAZÃO. Falar por falar não é explicar, deve-se ter coerência.
Antes de tudo, queria deixar bem claro a supostos desavisados, que: Candomblé é Candomblé! Umbanda é Umbanda! Duas religiões, duas formas diferentes de entender o conceito de Orixá. A Umbanda não se curva ao Candomblé, o Candomblé não se curva a Umbanda. Nenhuma é maior, melhor ou superior a outra. Isso quer dizer que quem tem autoridade sobre a Umbanda e pode explicar sobre suas maneiras de 'enxergar' os Orixás são os Umbandistas, não outras Religiões.
Por outro lado, devemos entender que Orixás são Divindades de origem africana (mas não restrita aos povos africanos) e o que Eles são em essência, qualidades e atributos não se muda, e sim são estes aspectos apenas reinterpretados. 
Candomblé não é detentor dos Orixás, tampouco a Umbanda! Porém, cada qual no seu espaço. 
Etimologicamente, a palavra "Orixá" significa "Dono do Ori" (Senhor da Cabeça) e, talvez, aqui esteja o ponto máximo de convergência do conceito entre as religiões, o ponto maior de concordância, digamos. Se os leitores quiserem entender o que são Orixás, segundo o Candomblé, peço que pesquisem autores que escrevam sobre o assunto, pois não seria conveniente um sacerdote umbandista "definir" Orixás daquela religião, pois poderia cometer erros.
A Umbanda entende que Orixás são Divindades de Deus, Poderes imanentes e Eternos do próprio Criador. Grosseiramente, seriam as Manifestações de Deus em Si e De Si na Criação - "como Deus chega até nós". São inseparáveis em essência do Criador (no Alto Escalão), porém cada Orixá tem sua abrangência, limitada ao seu conceito (o que "Ele é") e infinito em suas qualidades, atributos e atribuições desse conceito
São Vibrações que se projetam de Deus de forma não antropomórfica, manifestando-se na Natureza e na vida humana. Nas Giras de Umbanda são representados por espíritos de grande evolução ou "seres naturais" dos reinos dos Orixás (haverá explicações sobre isso em postagens posteriores) e que são ligados aos próprios Orixás como "falangeiros", chamando-se a si mesmos como que sendo o próprio  Orixá, muitas vezes; e possuem formas Arquetípicas de se apresentarem (com danças, gestos, gritos e energias próprias).
Para que possamos compreender melhor: na nossa realidade, Deus se manifesta pelos Sete Poderes Maiores (que chamamos de Sete Linhas) e, de cada Poder (Linha), "surgem" (são gerados) diversos Orixás. Não importam quantos, pois isso é irrelevante aqui neste texto. Mas, saibam que os Orixás conhecidos na África eram muitos (entre 400 e 600, dependendo do estudioso).
Entre tantos Orixás vindos da África, muitos foram preservados no Candomblé e alguns na Umbanda. 
No início da Umbanda (antes e também na época de Zélio de Morais e o Caboclo das Sete Encruzilhada) e algumas décadas depois, foram cultuados poucos Orixás na Umbanda, talvez (penso eu), que fosse para que houvesse melhor compreensão e que Eles fossem incorporados de forma gradual e mais sólida na religião, por questão de facilitação do aprendizado dos médiuns e sacerdotes.
A aceitação de "novos" Orixás engatinhou nos anos 1970, evoluiu nos anos 1980 e se solidificou nos anos 1990 até princípios dos anos 2000, segundo minhas pesquisas.
Desse processo de incorporação de cultos a mais Orixás, houve quem contestasse! 
Vários segmentos de Umbanda não aceitaram essa evolução e chamaram isso de "inovação". A crítica fervorosa partiu também dos irmãos do Candomblé, que não aceitavam a incorporação de outros Orixás no culto umbandista, como Oxumarê, Obá, etc. Ouviam-se e ainda se ouvem reclamações do tipo: "Esse Orixá não é da Umbanda"; "Não se cultua Orixá "tal" na Umbanda, se tiver filho Dele, manda procurar o Candomblé"; e assim é ainda.
Segundo o Axé Ventania, cada Orixá se manifesta em uma Linha de Umbanda (ou em duas, com aspectos diferentes) e assim para cada uma delas inúmeros Orixás e Caminhos de Orixás podem ser incorporados. Cada Casa incorpora os seus respectivos Orixás, em números diferentes ou iguais, variando de 7 a 9, 10, 14, etc. Porém algumas questões devem ser levadas em conta:
  • A Tradição da Umbanda baseia-se em Sete Linhas, portanto os Orixás cultuados devem "vibrar" o mais intenso possível em afinidade com o Complexo Energético e Religioso da Umbanda e estarem em total correspondências com as suas respectivas Linhas;
  • Orixás têm Tradição Milenar enraizada desde a África, referente aos seus cultos.  São reinterpretados na Umbanda, não alterados ou descaracterizados. Suas quizilas, suas comidas, suas particularidades mais intrínsecas, não mudam. Por exemplo: Oxóssi tem quizila com mel, isso não muda; comida de Oxalá é canjica, isso não muda; Xangô não cuida de almas no cemitério, isso não muda; e assim vai. 
  • Umbanda aceita e compreende qualidades de Orixás, mas não individualiza culto como princípio religioso. Por exemplo: Oxaguian e Oxalufan são caminhos dos Orixás Fun-fun (Brancos), existem e se diferenciam, mas na Umbanda todos são "Oxalá".
  • Relevância, simplificação e eficácia no agrupamento dos diferentes Oris (cabeças) daqueles que seguem e trabalham na Umbanda, ou seja, trata-se da lógica religiosa na definição de quem cada um é filho. Cada pessoa nasce sob determinadas afinidades, sendo filhos de diversos Orixás, seus "arquétipos" encarnados. Se a Casa cultua 10 Orixás, eles devem abranger essas cabeças, se forem 20, serão mais abrangências, muitas vezes desnecessárias na Umbanda. Por exemplo: há Casas que definem especificamente filhos de Oxóssi, filhos de Ossayn, filhos de Logun-Ede, etc. Porém, numa Casa que só se cultua Oxóssi, todos serão chamados "filhos de Oxóssi", porém não há "defeito", afinal esses Orixás (na Umbanda) vibram fortemente na Linha das Matas, sendo Oxóssi o Orixá mais enraizado e tradicional no culto. 
  • O princípio que a Tradição Umbandista deixou como legado e regra pétrea, desde a outorga do Caboclo das Sete Encruzilhadas: o culto permanente dos Orixás Oxalá, Oxóssi, Xangô, Oxum, Yemanjá, Ogum e Iansã. 
Portanto, mediante esses e outros critérios, cada Casa deve saber sua necessidade, seu entendimento, sua tradição, seu Axé, seu fundamento e seguir o número de Orixás apropriados, com bom senso, lógica e razão. Senão, caímos no axismo e na ignorância, agregando coisas e cultos sem critérios. Não se escolhe Orixás a "deus dará", deve ter fundamento. Uma Casa não nasce do nada, o Sacerdote deve ter sim sua formação pessoal e ser fruto de uma raíz, de um Axé, ainda que tenha suas particularidades.
É importantíssimo estudar, fazer cursos sim, o máximo possível, mas Sacerdotes se formam em "chão de terreiro".
Apenas para finalizar, deixarei aqui os Orixás cultuados no Templo de Umbanda Luz Divina: Oxalá, Oxum, Yemanjá, Oxumarê, Ibeji, Oxóssi, Xangô, Iansã, Obá, Ogum, Omolu (Obaluaiyê)* e Nanã - são 12 Orixás! 
Que Oxalá abençoe a todos!
E, assim, a macumba continua...

* Não entendemos Omolu e Obaluaiyê como 2 Orixás independentes e/ou diferentes; mais detalhes serão abordados  posteriormente.