As Sete Linhas são um dos maiores Pilares da Religião de Umbanda, senão o principal Pilar.
As Sete Linhas de Umbanda são as 7 Manifestações Divinas, são Sete Vibrações de Deus, Sete Energias, que dão sustentação a tudo o que existe em nosso planeta. A Umbanda tem nas Sete Linhas seus fundamentos e só conhecendo-as muito bem conseguimos entender a razão de tantos nomes simbólicos usados pelos guias espirituais.
Nunca confundam Sete Linhas com Sete Orixás! Não é isso! Elas são como se fossem "o Espírito de Deus" manifestado em "sete partes". Através delas é que surgem e se manifestam os Orixás na Umbanda.
Portanto, cada Linha tem seus Orixás atuantes, podendo alguns deles surgir em mais de uma Linha, de acordo com a particularidade Energética, Magnética, etc.
Podemos encontrar diversas formas de classificação para as Sete Linhas de Umbanda, dependendo do segmento o qual a Casa tem como base. Quando a Umbanda começou efetivamente, no começo do século XX, os guias falavam da existência das Sete Linhas, porém não a expunham aos médiuns e dirigentes o que levou alguns deles a elaborá-las didaticamente.
Oficialmente, a Umbanda começou com a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, mas já haviam manifestações de Preto-Velhas e Caboclos pelo Brasil afora há tempos.
Quando a Umbanda foi “popularizada”, percebiam-se os que seguiam os fundamentos originais do Caboclo das Sete Encruzilhadas e, também, os médiuns oriundos dos mais diversos cultos de Nação, levando a uma grande mistura de procedimentos religiosos.
Os novos dirigentes de Umbanda, na falta de recursos teológicos e doutrinários próprios da Umbanda, acabaram buscando no Candomblé suas bases fundamentais. Por outro lado, os cultos de Nação se aproximaram da Umbanda em busca de uma escapatória para a “ilegalidade”, já que seus cultos eram perseguidos fervorosamente pela polícia.
Acontece que o Kardecismo já tinha reconhecimento oficial e nessa época os umbandistas também buscaram seu reconhecimento como “espíritas”, batizando suas tendas com nomes que remetiam ao kardecismo.
Os candomblecistas buscaram adquirir o direito à legalização das suas práticas e, logo, os Cultos de Nação seguiram os mesmos passos da Umbanda outrora, aproximando-se do então “Espiritismo de Umbanda” para conseguirem o direito de praticar seus Cultos.
O resultado disso foi a desfiguração da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas em diversos segmentos de Umbanda, que, com o passar do tempo, fez com que cada Tenda, ao seu modo, formasse novos dirigente, e grande parte deles não tinha o discernimento para entender os processos sociais que os terreiros vivenciaram, assim passaram cada qual a se ver como os verdadeiros herdeiros dos fundamentos de Umbanda.
Geralmente, um médium umbandista se inicia em uma Casa, aprende seus fundamentos e doutrina suas entidades e seus hábitos àquilo que aprendeu.
Muitos acabam achando que só aquilo que aprenderam é o "certo" e o restante está "errado". Poucos foram e são os que olharam e olham para o lado e tentaram ou tentam entender a doutrina alheia ao invés de criticá-la.
Entre as diversas classificações que existem ou existiram, destacaremos algumas, mais populares.
Só saibam que eu as coloquei aqui apenas para conseguir ilustrar as diferentes interpretações que se dão, pois muitas existem e não dá pra colocar tudo neste texto.
Vejam algumas:
Umbanda Popular e/ou Traçada
Linha de Oxalá
Linha de Yemanjá
Linha do Oriente
Linha de Oxóssi
Linha de Xangô
Linha de Ogum
Linha das Almas ou São Cipriano
Linha de Oxalá
Linha de Yemanjá
Linha de Xangô
Linha de Ogum
Linha de Oxóssi
Linha das Almas ou Preto-Velhos
Linha de Omolu
Linha de Oxalá
Linha de Ibeji
Linha de Oxóssi
Linha de Ogum
Linha de Xangô
Linha das Mães
Linha de Omolu
Umbanda Esotérica e/ou Iniciática
Vibração de Oxalá
Vibração de Yemanjá
Vibração de Xangô
Vibração de Ogum
Vibração de Oxóssi
Vibração de Yori
Vibração de Yorimá
Umbanda Sagrada
Linha da Fé
Linha do Amor
Linha do Conhecimento
Linha da Justiça
Linha da Lei
Linha da Evolução
Linha da Geração
No Templo de Umbanda Luz Divina, seguimos a interpretação das Sete Linhas segundo o ensinamento e a outorga do Senhor Caboclo Ventania, Guia-Chefe da Casa e meu Mentor espiritual. Portanto, como Sacerdote e fundador do Templo, sigo e aplico o Axé Ventania, conforme abaixo:
- Linha de Oxalá ou da Fé
- Linha das Águas ou do Amor
- Linha das Matas ou Conhecimento
- Linha de Ogum ou da Lei
- Linha de Xangô ou da Justiça
- Linha de Omolu ou da Evolução
- Linha da Vitalidade
Portanto, se me perguntarem quais as Sete Linhas de Umbanda, respondo que no Axé Ventania são essas. Porém, meus irmãos, o mais importante que se devem lembrar é de que não importam os nomes que se dêem às Linhas, mas a fundamentação e sua significância nos trabalhos de Umbanda.
O que não pode acontecer é o desrespeito, pois no fundo, o Mistério das Sete Linhas é tão complexo que cada segmento apenas as denomina de acordo com sua interpretação desse grande Fundamento da Umbanda.
Saravá as Sete Linhas de Umbanda!!!
E assim a macumba continua...
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